Cooperativa de Crédito Mútuo dos Funcionários da PERPART e do IPA

Ruy e Penha visitam o Interior

O Presidente e a Gerente da COOPEMATER, Ruy Araújo Lima e Maria da Penha de  Almeida, visitaram esta  semana  as  Gerências Regionais  e  as  Estações  Experimentais do  IPA, de Serra Talhada e de Sertânea, e a Estação Experimental de Arcoverde.

O objetivo principal dessas visitas foi a instituição de um contato pessoal com os associados e colegas não associados da nossa cooperativa, e ter a satisfação de conhecer fisicamente aqueles cujo contato só vinha sendo mantido por meio de telefone ou pela internet. O segundo objetivo foi procurar angariar novos associados, ou seja, aqueles colegas que ainda não conhecem a COOPEMATER e os benefícios que a mesma pode lhes oferecer.

Os visitantes sentiram-se envaidecidos com o carinho com que foram recebidos pelos companheiros do IPA, empresa hoje formada também por antigos colegas da extinta EMATER-PE, da qual os mesmos são originários.

Em destaque a enorme e carinhosa receptividade dada a  Penha, em especial por aqueles que já a conhecem pessoalmente e por aqueles que só  a conheciam “por telefone”, os quais reconhecem o empenho da nossa Gerente em procurar sempre dar a melhor atenção e satisfazer aos anseios de todos.

Até o final deste ano, novas visitas serão realizadas pelo Presidente e pela Gerente da COOPEMATER às demais unidades regionais do IPA.

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DOM HÉLDER CÂMARA E O COOPERATIVISMO DE CRÉDITO

Uma das maiores lembranças que guardo em minha vida, com muito orgulho, foi quando conduzi, no meu carro, Dom Hélder Câmara, para celebrar a missa de Páscoa na antiga Fundação Universidade de Pernambuco – FESP, hoje Universidade de Pernambuco – UPE. Na época, eu havia sido “emprestado” pela EMATER-PE àquela universidade, onde assumi o cargo de Assessor do Pró-Reitor Administrativo.

Lembro-me, como se fosse hoje, quando conduzi aquele santo homem de volta à igrejinha da rua das Fronteiras, onde ele residia, num simples quarto. Estávamos na Av. Agamenon Magalhães, próximo ao seu local de destino, quando ele virou-se para mim e disse baixinho: “Deixe-me aqui mesmo, que vou andando até a igreja.”. Logicamente, não aceitei o seu pedido e fiz questão de levá-lo até sua “residência”.

Meus companheiros associados, aquele homem era o Arcebispo de Recife e Olinda, que em 1969, recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade de Saint Louis, Estados Unidos; recebeu títulos de doutor honoris causa em Direito e Teologia em várias universidades da Bélgica, da Suíça, Alemanha, Holanda, Itália, Canadá e Estados Unidos, além de títulos concedidos por diversas universidades brasileiras.

Dom Hélder foi o religioso mais perseguido pelo regime militar, por sua coragem e dedicação às causas sociais, em especial às comunidades pobres e por ter, corajosamente denunciado, pela primeira vez no exterior, a prática de tortura a presos políticos no Brasil, em forte pronunciamento, no dia 26 de maio de 1970, em Paris.

Dom Hélder foi o brasileiro, nordestino, nascido em Fortaleza, que teve o seu nome indicado, em 1972, para o Prêmio Nobel da Paz, candidatura esta destruída pelo governo militar que divulgou na Europa dossiê acusando-o de ter sido comunista.

Pois é, meus companheiros, esse grandioso homem não se recusou em celebrar uma missa para os funcionários da FESP/UPE, nem tampouco em ser conduzido em um veículo sedan simples (que nem do ano era), sem motorista profissional na direção e sem patrulheiros. Nem tampouco, exigiu que o levasse até a porta da sua moradia.

Eu já admirava muito Dom Hélder. A partir desse fato, tornei-me seu “devoto”.

Ao ler o livro “Pelos Caminhos do Cooperativismo”, de Dr. Luiz Dias Thenório Filho, precursor do cooperativismo de crédito no Brasil, falecido recentemente, em 08 de junho, aos 80 anos, descobri que o nosso querido e bondoso Dom Hélder, então arcebispo-auxiliar do Estado do Rio de Janeiro, e secretário da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi um grande benfeitor do cooperativismo de crédito mútuo brasileiro. Incentivado pela Maria Thereza Rosália Teixeira Mendes, mais conhecida como Da. Therezita, que trabalhava como Assistente Social na CNBB, Dom Hélder escreveu para a CUNA – Credit Union National Association, com sede em Madison, Estado de Wisconsin, Estados Unidos, solicitando a presença de um técnico para discutir a possibilidade de implantar um programa de cooperativas de crédito no Brasil. Desde aquela época, 1959, os Estados Unidos era um dos países mais desenvolvidos em cooperativas de crédito, com as conhecidas “Credit Unions”, hoje em número superior a 22.000. A CUNA enviou, por cortesia, o economista e grande cooperativista norte-americano natural de Porto Rico, Carlos Matos, na época Sub-diretor daquela instituição.

Dom Hélder cedeu um lugar no Palácio São Joaquim, à Da. Therezita para que ela iniciasse os estudos e conclusões visando a introdução do sistema de cooperativismo de crédito mútuo no país, com o assessoramento de Carlos Matos. Contribuiu também, através da CNBB, com a impressão de fascículos de orientações técnica e educativa.

A partir deste instante, posso afirmar que o cooperativismo de crédito brasileiro, e em especial, a nossa COOPEMATER, tem evoluído em ritmo acelerado para melhor atender os seus cooperados, por ser um movimento abençoado por Dom Helder Pessoa Câmara.

Saudações Cooperativistas

Ruy A. Lima

Presidente do Cons.Administração da COOPEMATER

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